Como é a manutenção GNV?

Em geral, a instalação do kit de Gás Natural Veicular (GNV) é simples e requer apenas a manutenção básica, porém com maior freqüência do sistema de ignição (cabos e velas) e do filtro de ar.

Em carros com o kit GNV, esses componentes sofrem maior desgaste, diminuindo sua durabilidade. “Deve-se trocar o filtro de ar a cada 10 mil km e as velas, entre 15 mil e 20 mil km“.

É consenso no mercado de mantutenção que cabos de vela apresentam início de desgaste a partir dos 30 mil km, quando devem ser trocados.

Esse cuidado a mais se deve porque o GNV possui características diferentes da gasolina e do álcool. A principal mudança é a temperatura de combustão mais elevada, exigindo mais dos componentes de ignição da maioria dos carros. Em alguns modelos, deve-se verificar com mais freqüência a tampa do distribuidor, rotor e bobinas.

Com os cabos e velas de ignição desgastados (os condutores de faísca), o carro movido a GNV tende a perder a potência (mesmo com o variador de avanço), a falhar e a consumir mais combustível.

Filtro de ar sujo também diminui a potência do carro, que precisa trabalhar com a mistura ideal de ar/combustível (no caso, o gás).

É recomendado a limpeza das velas a cada 5 mil km e a troca a cada 20 mil km.

Segundo o consenso que existe no mercado GNV, o sistema de ignição em condições precárias acarreta o que os especialistas chamam de “retorno de chama”. “Peças como mangueiras de admissão e a caixa do filtro de ar podem estourar”.

Para o técnico, a manutenção de carros com GNV é mais “exigente” – até porque movido a gás ele perde um pouco de potência em comparação com gasolina ou álcool. A maioria só se lembra de fazer a manutenção quando o carro está com problemas, falhando, seja ele movido a álcool, gasolina ou gás. Uma boa oficina especializada checa todos esses componentes, que influem diretamente no desempenho do veículo, antes de instalar o kit GNV.